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| foto:revistaforum.com |
Algo chama a atenção dessa pessoa
que vos escreve. Creio que seja pela a identificação e por algo novo e cambiante
que está para acontecer. Em outubro podemos estar diante de um acontecimento
que mudará os rumos da Europa e, porque não dizer, do mundo ocidental.
Catalunha independente. No primeiro
dia do próximo mês a região vai interpor um referendo acerca da viabilidade do
direito de se declarar independente da Espanha. Região essa a qual tem
Barcelona como cidade-chefe pela causa e, para ser mais claro, o centro econômico
da Espanha.
O governo espanhol luta para inviabilizar
a luta dos catalães e os habitantes da região procuram se manifestar a favor e,
contra os ditames do governo decidiram ir para as ruas em prol da independência.
Diante de tudo isso que
mencionei. Uma pergunta pertinente. E o temos a ver com isso?
E a resposta vem na mesma
questão. Se formos analisar o direito de uma sociedade de se autogovernar
independentemente numa perspectiva de soberania e autonomia histórico-social eu
acredito que possam e deveriam. Mas vejo que tal direito tem que ser pelas
razões certas e não por oportunismo. Creio que se qualquer cidadão chegar em
Barcelona e fizer uma pergunta acerca da nacionalidade de determinado habitante
que reside naquela cidade, ele certamente, vai afirmar que é catalão e não
Espanhol.
A Catalunha tem esse direito de,
ao menos, decidir entre seus conterrâneos se é viável essa separação.
Agora só para cutucar uma onça
adormecida: Queria eu ver um célere personagem que tivesse a audácia de se
pleitear essa questão com o nordeste. É de se pensar. Será que temos potencial,
direito, autoafirmação como povo, como soberania. Seria curioso e instigante
ver a região nordeste independente do Brasil. Mas enquanto isso... Bom golpe de
foice!




