sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Quem porfia mata caça

Para reflexão. O título refere-se a um termo habitual da obra que se denomina O homem Duplicado de José Saramago um dos maiores nomes da literatura mundial do século XX e o único autor de origem portuguesa a ganhar o prêmio nobel de literatura.

A obra é instigante e independentemente do que acontece no enredo, interpreto a frase que tem muito a ver que rotina que nós levamos.

A vida segue suas pegadas e cabe aos apetecidos da felicidade pisar em cima delas. E o autor me chama para inserir na sua narrativa de uma maneira intensa. Saramago constrói a trajetória de Tertuliano Máximo Afonso, nome do personagem principal, numa perspectiva de transmitir uma moral com início, no meio e fim. Não é apenas escrever para contar um final seja ele feliz ou surpreendente, mas com mensagem da qual prende o leitor.

Me atrevo a afirmar que as obras de José Saramago podem se um testemunho de um episódio vital de qualquer ser humano Além da sua questão de atribuir seu intuito literário aos injustiçados. E é isso que faz com os livros do referido autor sejam instigantes.

Matamos a caça diariamente, por porfia. No dicionário culto porfiar é persistir, ter perseverança. Para ser mais exato, desafiar a si mesmo. E a caça é algo que lhe impede de ir, vir, conquistar. Não existe a máxima, de que se correr o bicho pega e ficar o bicho come, então o jeito é porfiar.


Temos metas e o leão corre atrás de sua presa. Temos desejos e o poeta nos dizeres de seu melhor poema. Temos sonhos e a criança na infinitude do saborear do sorvete. E o nosso porfiar é quem conduz essa gana, de se permitir a alcançar o impossível.

Nenhum comentário:

Postar um comentário