Para reflexão. O título refere-se
a um termo habitual da obra que se denomina O homem Duplicado de José Saramago
um dos maiores nomes da literatura mundial do século XX e o único autor de
origem portuguesa a ganhar o prêmio nobel de literatura.
A obra é instigante e
independentemente do que acontece no enredo, interpreto a frase que tem muito a
ver que rotina que nós levamos.
A vida segue suas pegadas e cabe aos
apetecidos da felicidade pisar em cima delas. E o autor me chama para inserir
na sua narrativa de uma maneira intensa. Saramago constrói a trajetória de
Tertuliano Máximo Afonso, nome do personagem principal, numa perspectiva de
transmitir uma moral com início, no meio e fim. Não é apenas escrever para
contar um final seja ele feliz ou surpreendente, mas com mensagem da qual
prende o leitor.
Me atrevo a afirmar que as obras
de José Saramago podem se um testemunho de um episódio vital de qualquer ser humano Além da sua questão de atribuir seu intuito literário aos injustiçados.
E é isso que faz com os livros do referido autor sejam instigantes.
Matamos a caça diariamente, por
porfia. No dicionário culto porfiar é persistir, ter perseverança. Para ser
mais exato, desafiar a si mesmo. E a caça é algo que lhe impede de ir, vir,
conquistar. Não existe a máxima, de que se correr o bicho pega e ficar o bicho
come, então o jeito é porfiar.
Temos metas e o leão corre atrás
de sua presa. Temos desejos e o poeta nos dizeres de seu melhor poema. Temos sonhos
e a criança na infinitude do saborear do sorvete. E o nosso porfiar é quem
conduz essa gana, de se permitir a alcançar o impossível.
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