quarta-feira, 28 de maio de 2014

Alvíssaras! Com a corda no pescoço, Ceará e Fortaleza vão subir na Caixa, a econômica, para se salvar da degola financeira. E o oportunismo da política chega para intermediar. É o novo Império se estabelecendo no futebol.

                  Está fechado. Fortaleza e Ceará firmam acordo com a Caixa Econômica Federal e terá patrocínio do banco estatal para esta temporada, mais precisamente para o segundo semestre de 2014.
           A solenidade de pactuação foi em Brasília e envolveu representantes da Caixa; Evandro Leitão, presidente do clube alvinegro, Fábio Mota, diretor de marketing do Fortaleza além dos deputados José Airton, José Guimarães e André Figueiredo, parlamentares da bancada cearense na câmara dos deputados.
                 Claro que o banco estatal precisa de algumas garantias e, estabelecido por esta, os clubes cearenses terão 90 dias para estar regularizados sob a legislação fiscal apresentando certidão negativa e em normalidade com as dívidas trabalhistas
              Perdoem-me os otimistas mas vejo com desconfiança esse acordo firmado entre a Caixa e os Clubes do Nosso Estado, percebo que a novidade chegou as vistas da imprensa cearense através das redes sociais. O deputado André Figueiredo (PDT-CE) postou no Twitter o acordo firmado, fazendo referência a sua pessoa como parte apoiadora na negociação, complementando que lutará (olhem o termo em negrito) que o Icasa possa ser patrocinado pela instituição estatal.
             Situação parecida ocorreu com o Asa de Arapiraca, em que o acordo foi estabelecido sob o intermédio pelo senador de Alagoas e ex-presidente dos marajás Fernando Collor de Melo, e este publicou em seu site oficial que foi de sua mediação o pacto firmado. Podemos até afirmar que a participação de vários homens da política nas negociações entre a Caixa e cerca dos treze clubes que já tem nome da instituição financeira no canto privilegiado no uniforme.
          Eu percebo que essa questão do intermédio de políticos nas negociações entre os clubes a instituições estatais pode ter duas vertentes: uma que pode ser puro oportunismo ou por ser uma questão salvaguarda por parte da Caixa, que exige que haja uma referência pública para que se tenha uma espécie de segurança jurídica na firmação do contrato. Prefiro ficar com a segunda opção.
           E a política de expansão da marca pode se firmar ainda mais. Clubes do Norte como Remo e Paysandu, ambos do Pará poderão firmar contrato com a estatal ainda nesta temporada. Destarte que a Caixa vai patrocinar o Remo, Clube tradicional do futebol do norte-nordeste e que atualmente está na série D do campeonato brasileiro.
           É evidente que a iniciativa de patrocinar os clubes de grande e menor expressão pode ser bem salutar se for pensando em salvar a vida financeira dos clubes. Porém, gostaria que a Caixa pudesse estabelecer condições para a haver destinação das verbas para o patrocínio. Exemplificando: A instituição poderia colocar em cláusula vinculatória em os clubes se comprometem a destinar parte do dinheiro para quitar as dívidas do clube, partindo para a efetividade do Fair Play financeiro, já que não há fiscalização por parte de nenhum membro da esfera governamental.
           Já se poderia pensar no Bom Senso F.C, para atribuir ao futebol brasileiro uma nova realidade. 

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