A solenidade de pactuação foi em Brasília
e envolveu representantes da Caixa; Evandro Leitão, presidente do clube
alvinegro, Fábio Mota, diretor de marketing do Fortaleza além dos deputados José
Airton, José Guimarães e André Figueiredo, parlamentares da bancada cearense na
câmara dos deputados.
Claro que o banco estatal precisa de
algumas garantias e, estabelecido por esta, os clubes cearenses terão 90 dias
para estar regularizados sob a legislação fiscal apresentando certidão negativa
e em normalidade com as dívidas trabalhistas
Perdoem-me os otimistas mas vejo com
desconfiança esse acordo firmado entre a Caixa e os Clubes do Nosso Estado,
percebo que a novidade chegou as vistas da imprensa cearense através das redes
sociais. O deputado André Figueiredo (PDT-CE) postou no Twitter o acordo
firmado, fazendo referência a sua pessoa como parte apoiadora na negociação,
complementando que lutará (olhem o
termo em negrito) que o Icasa possa ser patrocinado pela instituição estatal.
Situação parecida ocorreu com o Asa
de Arapiraca, em que o acordo foi estabelecido sob o intermédio pelo senador de
Alagoas e ex-presidente dos marajás Fernando Collor de Melo, e este publicou em
seu site oficial que foi de sua mediação o pacto firmado. Podemos até afirmar
que a participação de vários homens da política nas negociações entre a Caixa e
cerca dos treze clubes que já tem nome da instituição financeira no canto
privilegiado no uniforme.
Eu percebo que essa questão
do intermédio de políticos nas negociações entre os clubes a instituições
estatais pode ter duas vertentes: uma que pode ser puro oportunismo ou por ser
uma questão salvaguarda por parte da Caixa, que exige que haja uma referência pública
para que se tenha uma espécie de segurança jurídica na firmação do contrato. Prefiro
ficar com a segunda opção.
E a política de expansão da marca
pode se firmar ainda mais. Clubes do Norte como Remo e Paysandu, ambos do Pará poderão
firmar contrato com a estatal ainda nesta temporada. Destarte que a Caixa vai
patrocinar o Remo, Clube tradicional do futebol do norte-nordeste e que atualmente
está na série D do campeonato brasileiro.
É evidente que a iniciativa de
patrocinar os clubes de grande e menor expressão pode ser bem salutar se for
pensando em salvar a vida financeira dos clubes. Porém, gostaria que a Caixa
pudesse estabelecer condições para a haver destinação das verbas para o
patrocínio. Exemplificando: A instituição poderia colocar em cláusula vinculatória
em os clubes se comprometem a destinar parte do dinheiro para quitar as dívidas
do clube, partindo para a efetividade do Fair Play financeiro, já que não há
fiscalização por parte de nenhum membro da esfera governamental.
Já se poderia pensar no Bom Senso
F.C, para atribuir ao futebol brasileiro uma nova realidade.
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