Neste momento de pré-campanha
eleitoral, surge as nossas vistas, um episódio que pode ser motivo de
preocupação para os amantes da democracia. Em nossa história, passamos por
situações de completo cerceamento a nossa liberdade, momento em nós não
podíamos fazer acontecer, e que num gesto de bradar retumbantemente, foi que
nós fomos onde o artista estava, com a roupa encharcada e a alma repleta de
chão, nos bailes da vida.
Este trecho acima descrito realça
muito bem o período que em que o Brasil viveu de 1964 a 1985, a comando dos
guardiões da pátria, do milagre brasileiro e da tortura em massa. A imprensa e
a sapiência tupiniquim sofreram muito neste período, e como consequência,
exilados como Caetano Veloso foi procurar por discos voadores no céu em Londres
e para quem ficava aqui chorava pela morte do Vlado (Vladimir Herzog, diretor
de jornalismo da TV Cultura, morto pelos militares sob tortura em 25 de outubro
de 1975).
Pois bem, faço essa
contextualização da história do Brasil, para você não ficar assustado para o
que vier por aí nos próximos anos eleitorais. Atualmente no Brasil, há trinta e
dois partidos registrados na justiça eleitoral e poderá a partir das eleições
municipais de 2016, adicionar em seu banco partidário, um que pode ser motivo
de muita polêmica para desespero para quem tem o sangue de democratas nas
veias.
O Partido Militar Brasileiro nasce para
‘’resgatar a credibilidade da política brasileira, com ares de disciplina, em
defesa da soberania nacional’’. Palavras do fundador do referido partido Capitão
Augusto Rosa em entrevista ao programa questão de ordem ancorada pelo
jornalista Renato Abreu na TV Assembleia no dia 19 de maio 2014.
Estava presente nesta entrevista, um
personagem histórico que foi motivo de orgulho para os brasileiros. O astronauta
brasileiro, o tenente-coronel Marcos Cesar Pontes, o primeiro sul-americano a
ir para o espaço, se declarou simpatizante e apoiador da concretização do
partido no cenário eleitoral brasileiro, mesmo atuando no PSB de São Paulo,
deixando nas declarações de sua pessoa a afirmativa de que futuramente vai se
transferir para este novo projeto do qual está envolvido.
Chamou a atenção e o que era evidente
naquele momento foi o entrevistador fazer referencia ao termo ‘’militar’’, podendo
afirmar que poderia ser um resurgimento da ARENA (partido dos militares na ditadura).
Conforme o capitão, a agremiação não é exclusivamente de militares, ‘’ela pode
ser composta de civis e militares e o termo militar é colocado com o valor que
a palavra possui no que consiste a hierarquia, disciplina, civismo em foco a
segurança pública’’ e antes dessa afirmação, dissera que nenhum dos estatutos
dos partidos registrados pela justiça eleitoral
há menção a defesa da segurança pública, e ’’ isso é o que há de
diferente no estatuto do PMB’’.
Para quem tiver a oportunidade de
analisar o estatuto do Partido Militar Brasileiro, perceberá que não há
diferença normativa entre os demais regimentos das agremiações. Claro, há o
item da segurança pública que foi mencionado e com certeza, vai ser o lema da
bandeira do PMB.
A estimativa é que nas próximas
eleições municipais, o PMB possa ter candidatos para as disputas eleitorais,
tanto para prefeito como para vereador; capital e interior.
O PMB é uma realidade misteriosa para os
críticos, e para você, meu nobre sonhador democrata, bateu o desespero com o
princípio de um pesadelo?
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