quarta-feira, 21 de maio de 2014

PMB, o partido dos militares disponível para os civis em prol da soberania nacional. Os amantes da democracia estão olhos abertos – desconfiados.


        Neste momento de pré-campanha eleitoral, surge as nossas vistas, um episódio que pode ser motivo de preocupação para os amantes da democracia. Em nossa história, passamos por situações de completo cerceamento a nossa liberdade, momento em nós não podíamos fazer acontecer, e que num gesto de bradar retumbantemente, foi que nós fomos onde o artista estava, com a roupa encharcada e a alma repleta de chão, nos bailes da vida.

        Este trecho acima descrito realça muito bem o período que em que o Brasil viveu de 1964 a 1985, a comando dos guardiões da pátria, do milagre brasileiro e da tortura em massa. A imprensa e a sapiência tupiniquim sofreram muito neste período, e como consequência, exilados como Caetano Veloso foi procurar por discos voadores no céu em Londres e para quem ficava aqui chorava pela morte do Vlado (Vladimir Herzog, diretor de jornalismo da TV Cultura, morto pelos militares sob tortura em 25 de outubro de 1975).

       Pois bem, faço essa contextualização da história do Brasil, para você não ficar assustado para o que vier por aí nos próximos anos eleitorais. Atualmente no Brasil, há trinta e dois partidos registrados na justiça eleitoral e poderá a partir das eleições municipais de 2016, adicionar em seu banco partidário, um que pode ser motivo de muita polêmica para desespero para quem tem o sangue de democratas nas veias.

        O Partido Militar Brasileiro nasce para ‘’resgatar a credibilidade da política brasileira, com ares de disciplina, em defesa da soberania nacional’’. Palavras do fundador do referido partido Capitão Augusto Rosa em entrevista ao programa questão de ordem ancorada pelo jornalista Renato Abreu na TV Assembleia no dia 19 de maio 2014.

         Estava presente nesta entrevista, um personagem histórico que foi motivo de orgulho para os brasileiros. O astronauta brasileiro, o tenente-coronel Marcos Cesar Pontes, o primeiro sul-americano a ir para o espaço, se declarou simpatizante e apoiador da concretização do partido no cenário eleitoral brasileiro, mesmo atuando no PSB de São Paulo, deixando nas declarações de sua pessoa a afirmativa de que futuramente vai se transferir para este novo projeto do qual está envolvido.

         Chamou a atenção e o que era evidente naquele momento foi o entrevistador fazer referencia ao termo ‘’militar’’, podendo afirmar que poderia ser um resurgimento da ARENA (partido dos militares na ditadura). Conforme o capitão, a agremiação não é exclusivamente de militares, ‘’ela pode ser composta de civis e militares e o termo militar é colocado com o valor que a palavra possui no que consiste a hierarquia, disciplina, civismo em foco a segurança pública’’ e antes dessa afirmação, dissera que nenhum dos estatutos dos partidos registrados pela justiça eleitoral  há menção a defesa da segurança pública, e ’’ isso é o que há de diferente no estatuto do PMB’’.

        Para quem tiver a oportunidade de analisar o estatuto do Partido Militar Brasileiro, perceberá que não há diferença normativa entre os demais regimentos das agremiações. Claro, há o item da segurança pública que foi mencionado e com certeza, vai ser o lema da bandeira do PMB.

        A estimativa é que nas próximas eleições municipais, o PMB possa ter candidatos para as disputas eleitorais, tanto para prefeito como para vereador; capital e interior.

        O PMB é uma realidade misteriosa para os críticos, e para você, meu nobre sonhador democrata, bateu o desespero com o princípio de um pesadelo?

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