segunda-feira, 26 de maio de 2014

As greves chegaram a todo vapor e os vagabundos estão à solta. Black blocks, de cidadãos, eles não tem nada. Prefira chamar por outro nome.

         Antes de começar este artigo, começo pedindo vênia a todos vocês amigos fiéis, fui relaxado por não seguir a habitualidade de postar qualquer assunto passível de analise por parte da critica. Ser periódico é quesito fundamental para quem quer ser um formador de opinião.
        Estamos ansiosos por um evento que está por vir. Restando 17 dias para início da copa do mundo em nosso país, confesso que, neste momento, há algo que me deixa curioso e, ao mesmo tempo revoltado. Você, que apesar dos pesares ainda se orgulha de ser Brasileiro, acompanhou nessa última semana que se passou o que podemos falar de ensaio, do que pode ser um pandemônio durante a copa.
         Greves e mais greves. É hora de protestar, mesmo se for parar requerer a diminuição dos juros da multa do condomínio se tiver em inadimplência. Os profissionais do transporte coletivo em são Paulo estavam em êxtase, Aproveitando a chegada do Hexa, e quem paga pela passagem dos maus tratos pela qualidade do serviço? Advinha?
           Antes desse dessa paralisação do transporte público na principal cidade econômica do país, iniciou-se um movimento que unia policiais civis e militares, no intuito de pleitear melhores condições de trabalho. Já pensou se esses homens da segurança que representam treze dos vinte e seis estados da federação aderirem a grave e tomem a atitude de cruzar os braços e colocarem o cassetete em cima do guarda roupa? Advinha de novo, quem vai levar um tiro da insegurança?
         E um detalhe mais incisivo: Os vagabundos estão nas ruas. Agora inventaram os ‘’black blocks’’. Quem analisa de principio, faz menção a um grupo de adolescentes reunidos para além de cantar ser o sonho de consumo de muitas garotas. Entretanto, na sexta-feira passada quem aproveitou o ensejo de assistir a bandidagem que este grupo fez em algumas ruas e avenidas da nossa capital, de imediato recorre ao termo criminosos para fazer menção a eles.
        Entram numa manifestação que não é do direito deles, se infiltram num movimento dos trabalhadores da construção civil, que estava acontecendo de forma pacífica, sem nenhum incidente, até a chegada dos bardeneiros. ‘’ nosso intuito não era de fazer vadiagem, não queremos destruir patrimônio de ninguém, só requeremos o direito do passe livre no transporte coletivo’’ afirmou um dos membros que fora detido juntos com vários estudantes que eram a  maioria no momento da detenção na tarde do último dia 23 de maio.
       Não tem caráter de manifestante que ao invés de requerer seu direito de cidadão destrói o patrimônio alheio; carros particulares foram destruídos, sobrando até para a imprensa do nosso estado, que o veículo de uma emissora de comunicação da nossa capital teve sua estética deteriorada. Não há registro de patrimônio público ou privado destruído no movimento das diretas já ou na derrocada do presidente Collor. Não posso me igualar em condições de cidadania quem não mostra a cara, quem não bate no peito e faz questão de lutar pelos direitos da sociedade em prol da nossa pátria amada desimportante. Como diria os poetas Cazuza e Gonzaguinha o povo brasileiro acredita na rapaziada e em nenhum instante eles não vão lhe trair.  

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