segunda-feira, 5 de maio de 2014

Tasso, a peça chave para o futuro do PSDB no Ceará tentando resistir se vai ou não vai se candidatar ao senado, e os concorrentes PT, PSB e PROS ficam de olhos abertos.

   Em ano de copa, tudo é motivo para comemoração, até mesmo para reverenciar uma ocasião especial, ainda por se tratar de um evento a ser realizado no Brasil. Contudo, o que não era para deixar de ser, política em ano eleitoral é um assunto a ser parcialmente esquecido e é aí em que os que vivem da política gostam de efetuar as suas devidas funções.
     No Ceará, o que podemos analisar de forma mais destacável, retomando as conversações de amigos e críticos às vésperas de uma copa do mundo no Brasil, é a candidatura de Tasso Jereissati para o senado neste pleito de 2014. Para quem teve o ensejo de governar o estado por três oportunidades (primeiro mandato de 1987 a 1991, segundo e terceiro mandato de 1995 a 2001) exercendo o poder de chefia do executivo estadual. A sua ida ou não para a disputa do senado vem sendo enxergada com bons olhos por parte daqueles que gostam de ver circo político pegar fogo.
         É necessário que se analise a postura de Tasso para sua decisão de se candidatar para a corrida senatorial, cargo que o ex-governador teve a prerrogativa de exercer (2003-2010), tem um certo interesse no ar. Custo-me acreditar que seja o objetivo maior seja um desejo pessoal de Tasso se pleitear como senador, mesmo havendo uma derrota impactante nas eleições de 2010, perdendo para Eunício Oliveira do PMDB e de José Pimentel do PT na tentativa de se reeleger.
        Existe um fator que pode ser primordial. Coloquemos em questão que Tasso foi um dos fundadores do PSDB, partido que foi um desmembramento do PMDB, atualmente os ‘’ tucanos’’ perderam seu espaço no cenário político local, no que consiste a cargos majoritários estaduais, desde da não-reeleição de Tasso ao senado em 2010. O Tucano fazendo uma declaração numa apologia à independência, declarou que se for em prol do futuro do partido, ele disputará a corrida senatorial.
       Tasso, vitorioso no ramo empresarial, conseguindo ser eleito, poderia ressurgir o partido dos tucanos, podendo fazer frente aos partidos que mais cresceram nestes períodos eleitorais (PT e PSB), e a pressão que existe pela sua candidatura não fica inerente só na esfera estadual. Aécio Neves, pré-candidato à presidência pelo partido tucano, já exigiu que, além de PSDB ter candidato próprio para as eleições do senado, o figura de Tasso terá de ser trabalhada, que todas lideranças do partido atuem para candidatura do ex-governador, pela sua trajetória na vida pública cearense. Em prol do futuro do partido, fazendo força nas eleições presidenciais.
         A vida do PSDB está jogo e arma necessária para que que não haja uma subdivisão do partido, é a figura de Tasso nessas eleições. Será que ele não irá resistir à tentação? Será que ele vai suportar a pressão dos Tucanos? Será que deixar política de lado para cuidar das empresas e ver a Copa do Mundo de camarote?
         É ver para crer.

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