sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Alvinegro de Boa e o Tricolor fazendo contas à toa.



(Foto:Arquivo/Ag. O Povo)

O texto de hoje se pauta numa linha de raciocínio que tem muito a ver com o destino dos times de Ceará e Fortaleza em seus respectivos campeonatos Brasileiros.

O Alvinegro me parece “de boa” pelo que ele quer na série B. Enquanto que o Leão do Pici começou a história de fazer as contas desde do início da Terceirona.

Sabemos que são campeonatos de formato distintos. É evidente que série B é mais árdua, mas a série C tem seus méritos. O Fortaleza que o diga.

Até o presente momento, o técnico do Fortaleza Paulo Bonamigo vem trabalhando com a ideia de se atingir a mínima dos 30 pontos para se chegar à próxima fase. A campanha foi compartilhada por jogadores e dirigentes do clube que não vêem a hora do mata-rata chegar.

Interessante que o Alvinegro da bandeira desfraldada, não se apega a essa conjectura. A proposta é fortalecer ainda mais o elenco internamente, tentando encaixar as peças nos seus devidos lugares. Ter um time, de fato e com todo o direito de chegar a conquista. Claro que surpresas boas acontecem no caminho como a velha integração de jogadores das categorias de base.

O Fortaleza não pode chegar ao ponto de ter um comportamento medíocre. Ainda mais agora, restando pouco para o término da fase de classificação. Já passou da hora do tricolor ser um time combativo, aguerrido, vibrante e forte. O discurso dos trinta pontos é conformista para se tentar empurrar a conquista com a barriga.

Como diria a frase de um herói em dias de ego contido: “ Cuidado Rei dos Reis, primeiro precisa da vitória”. E para o Fortaleza, além da vitória seria bom o convencimento. Algo que não parece prioridade para o “Bonamigão” neste momento.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

É Drummond... Você nos ensinou a não te esquecer.

(Foto:Arquivo/Ag. JB)
 De Itabira para poesia. Carlos Drummond de Andrade foi um poeta incurável que misturou razão e emoção. E neste ano, quando completa-se tinta anos de seu falecimento não há motivos para chorar e sim para poetizar.
Nesse tempo que se passou não teve pedra no caminho que impedisse de analisar a construção da importância da obra de Drummond para a literatura Brasileira. Pelo menos é o que se apresenta em pesquisas de vendagens e pelo legado poético de Drummond.
Alguns veículos de pesquisa e de comunicação estabelecem que a obra do poeta de Itabira não caiu no esquecimento. O portal Estante Virtual, por exemplo, possui um recurso que estabelece a lista dos livros mais vendidos, e no gênero poesia, a obra o sentimento do mundo de Carlos Drummond de Andrade aparece com o sétimo livro mais vendido no último mês de fevereiro.
Outro site de relevância, o Mundo das Tribos, subsidiário ao portal R7, estabelece que a obra Rosa do Povo e O Amor Natural do referido autor está entre os 12 livros de poesia nacional mais vendidos de todos os tempos.
Já em 2013, o jornal Correio Braziliense em seu portal, fez uma reportagem com um levantamento sobre as melhores obras e autores da literatura Brasileira. A pesquisa reuniu cerca de 50 intelectuais e profissionais ligados à literatura como professores, jornalistas e escritores de vários estados do Brasil. O periódico colocou as obras A Rosa do Povo (7º), Claro Enigma (10º), Alguma Poesia (13º), Lição das Coisas (38º) e Sentimento das coisas (47º) como partes integrantes das 70 melhores livros da literatura nacional.
A enquete ainda estabelece que segundo os especialistas que participaram da enquete, Drummond ficou em terceiro como o maior escritor brasileiro de todos os tempos, atrás de Guimarães Rosa (2º) e Machado de Assis que ficou em primeiro.
Outro estudo pelo site Guia da Semana aponta que a Rosa do Povo a qual traz uma abordagem sobre a segunda guerra e conflitos através de suas implicações, é um dos livros de poesia que todo aquele que se considera inexperiente em poesia deveria ler.
O que fica evidente é que mais após 30 anos de seu falecimento, Drummond ainda encontra adeptos. Sua obra, em sentido amplo, não saiu de contexto principalmente para aqueles que encontram na poesia encontrar uma inspiração, uma razão de ser.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Sertão central e centro-sul do estado podem ser regiões metropolitanas. Bom pra uns e, quem sabe, para outros.

Mais duas regiões metropolitanas para o nosso estado. Há uma proposta na Assembléia de se fazer no Sertão Central e no Centro-sul em que as ditas “metrópoles” seriam Quixadá e Iguatu, respectivamente.

A justificativa pode até ser pertinente. Segundo publicação feita no portal Diário do Nordeste os deputados Tomaz Holanda do PPS e Miriam Sobreira do PDT, os quais são autores do projeto, afirmam que com a concretização da proposta traria mais desenvolvimento para as ditas regiões, além de se obter mais organização administrativa em prol da captação de recursos.

Se formos partir do que é de fato o estabelecimento de região metropolitana em diversas cidades do mundo, podemos nos apegar a esse objetivo acima afirmado.

Entretanto, o não pode ocorrer é a conquista de muitos em detrimento de poucos. Exemplificando: em grandes megalópoles como São Paulo, Nova York e Cidade do México percebe a busca por oportunidades de subsistência que não se encontra em cidades de cunho menor.

Ou seja, é salutar que se procure sistematizar um conglomerado de cidades no intuito de buscar investimentos em prol do desenvolvimento de determinada região, mas seria injusto não atender questões de relevância econômico-social em cidades que não forem anexadas a essas regiões metropolitanas.

Até porque for por uma questão de desenvolvimento, poderia se considerar a hipótese de outros municípios que não foram comtemplados em regiões metropolitanas se unirem em prol de “pedacinho” que for, sem se importar se tem população pra isso.


A organização e consequentemente, o desenvolvimento tem que ser para todos. Para repartir o “bolo” em igualdades de direitos e deveres.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

O futsal cearense em festa. Horizonte é campeão Nacional no Futsal. Mas o que falta para ter um representante cearense na Liga Futsal?

foto: diariodonordeste.verdesmares.com.br
Futebol de salão, o jogo da agilidade tem seu destaque hoje no noticiário cearense. Não sei há quanto tempo não temos um representante do nosso estado erguendo uma taça de repercussão nacional.

Foi o que aconteceu ontem quando o Horizonte sagrou-se campeão da Copa do Brasil de Futsal ao derrotar na prorrogação o Tubarão do Pará por 2x1. Resultado que faz ressurgir atenção a esse esporte que trouxe tantas glorias ao estado do Ceará em décadas passadas.

Podemos até ser mais justos em afirmar que essa conquista do Horizonte é mais do que merecida. Há anos, o clube comandado pelo competente Francisco Aires vem representando o Futsal Cearense à altura, e portanto o torcedor do galo merece fazer as devidas comemorações pelo título que há muito tempo deveria ter conquistado.

Contudo, tenho de me questionar com esse acontecimento. É interessante que o Futsal Alencarino sempre foi reconhecido por ter um enorme potencial. Digo isso no feitos que esse esporte já possui como os títulos do Sumov e Banfort, rivalidade acirrada nos anos 80 e 90. Mas, o que é preciso pra termos um representante cearense no principal campeonato de clubes de Futsal no Brasil: A liga Futsal?

Talento e legado nesse esporte temos de sobra. Tenho certeza de que torcida não irá faltar para acompanhar qualquer time que represente o estado do Ceará nessa competição que fica restrito a clubes do Sul e Sudeste. Além do mais é uma tentativa de reativar a tradição do Futebol de Salão do nosso estado.

Isso poderia servir de motivação para se investir nesse segmento esportivo. O que falta? Visão da confederação Brasileira de futebol de salão? A vontade política dos esportistas daqui como o seu Aécio de Borba?

Que esse título do Horizonte seja o reinício de um começo glorioso para o futsal do nosso estado Parabéns Galo doido!!! 

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Consistência: Ceará e Fortaleza nas suas respectivas rodadas de um jeito trivial



Se é de futebol que vou falar, então vamos lá. Tenho de colocar a cara para bater e me proponho a discorrer sobre os clubes Alencarinos que nos representam nos campeonatos nacionais.  Amo Futebol, sou louco por esportes como um poema terminado na primeira conjugação. Portanto, Ceará e Fortaleza são os times em questão.


 CEARÁ 


O Alvinegro da bandeira desfraldada tem um compromisso com a eficiência nessa outra volta das 19 rodadas da Série B. Dá a impressão que o time está tomando jeito, tendo um perfil da qual se exige para jogar um campeonato difícil como a segundona nacional.

Vejo como grande trunfo a capacidade de comando do técnico Marcelo Chamusca. Ele que teve insucessos no clube rival, porém obteve um bom aproveitamento quando comandou o Fortaleza em 2014 e 2015 nas respectivas fases classificatórias quando terminou em primeiro lugar com o tricolor. O problema é na hora da decisão, no mata-mata, deixou a desejar. 


 O que deixo afirmado é que se Chamusca tiver o aproveitamento que teve com Fortaleza antes da fase do mata-mata, o alvinegro tem tudo para chegar onde quer. Claro que entre a segunda e terceira divisão há diferenças principalmente na questão da dificuldade, contudo elenco mais qualificado e “cascudo” o técnico do Ceará possui.

Além dessa previsão, é de se notar uma organização tática mais eficiente no Ceará, creio que seus torcedores sabem que time vai a campo e confiam em jogadores que vem correspondendo como Pio, Lima, Arthur que demostrou personalidade ao afirmar que nunca jogaria no Fortaleza. Quando o menino tocar na bola prepara a euforia da torcida.

Aguardemos e confiemos no que o Alvinegro pode fazer no returno da série B. Capacidade para conquistar o acesso tem, que se coloque isso dentro de campo. 

FORTALEZA


O Tricolor do Pici que não me leve a mal, mas nesse ano, a torcida quer um feliz final. Recentemente, tive uma conversa com o torcedor assíduo do Fortaleza sobre a situação do time. Numa opinião categórica e um semblante desconfiado ele me afirmou que se preocupa com o fato de o time não estar jogando bem, mas para ele o que importa é a classificação. Em primeiro ou em quarto, contanto que esteja no G-4.

É compreensível em decorrência das eliminações dramáticas das quais o tricolor obteve nas últimas edições da terceirona. E grande parte da torcida acredita que é até melhor que o jogo do acesso seja fora de casa, por que joga a pressão para o time anfitrião. Será mesmo?
Isso me preocupou, visto que a torcida tricolor sempre é vista como apaixonada, mas exigente e põe exigência nisso. Neste momento o que vale é o acesso, o fato de jogar bem ou não a torcida protesta depois na série B.

O Fortaleza encontra-se na segunda colocação no seu grupo na série C, mas o fato desse receio por parte da torcida não pode ser confundido com conformismo pela suposta capacidade de se garantir no G-4. 

A grandeza do Fortaleza está em ser vibrante e forte, e tem que provar isso nas quatro linhas. Os jogadores precisam ter sangue no olho, personalidade e saber que eles jogam não por uma torcida, mas por uma legião de tricolores. Sem essa de conquistar o acesso empurrando com a barriga, mas com autoridade, rugindo dentro de campo, como tem que ser, ora pois!