sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Consistência: Ceará e Fortaleza nas suas respectivas rodadas de um jeito trivial



Se é de futebol que vou falar, então vamos lá. Tenho de colocar a cara para bater e me proponho a discorrer sobre os clubes Alencarinos que nos representam nos campeonatos nacionais.  Amo Futebol, sou louco por esportes como um poema terminado na primeira conjugação. Portanto, Ceará e Fortaleza são os times em questão.


 CEARÁ 


O Alvinegro da bandeira desfraldada tem um compromisso com a eficiência nessa outra volta das 19 rodadas da Série B. Dá a impressão que o time está tomando jeito, tendo um perfil da qual se exige para jogar um campeonato difícil como a segundona nacional.

Vejo como grande trunfo a capacidade de comando do técnico Marcelo Chamusca. Ele que teve insucessos no clube rival, porém obteve um bom aproveitamento quando comandou o Fortaleza em 2014 e 2015 nas respectivas fases classificatórias quando terminou em primeiro lugar com o tricolor. O problema é na hora da decisão, no mata-mata, deixou a desejar. 


 O que deixo afirmado é que se Chamusca tiver o aproveitamento que teve com Fortaleza antes da fase do mata-mata, o alvinegro tem tudo para chegar onde quer. Claro que entre a segunda e terceira divisão há diferenças principalmente na questão da dificuldade, contudo elenco mais qualificado e “cascudo” o técnico do Ceará possui.

Além dessa previsão, é de se notar uma organização tática mais eficiente no Ceará, creio que seus torcedores sabem que time vai a campo e confiam em jogadores que vem correspondendo como Pio, Lima, Arthur que demostrou personalidade ao afirmar que nunca jogaria no Fortaleza. Quando o menino tocar na bola prepara a euforia da torcida.

Aguardemos e confiemos no que o Alvinegro pode fazer no returno da série B. Capacidade para conquistar o acesso tem, que se coloque isso dentro de campo. 

FORTALEZA


O Tricolor do Pici que não me leve a mal, mas nesse ano, a torcida quer um feliz final. Recentemente, tive uma conversa com o torcedor assíduo do Fortaleza sobre a situação do time. Numa opinião categórica e um semblante desconfiado ele me afirmou que se preocupa com o fato de o time não estar jogando bem, mas para ele o que importa é a classificação. Em primeiro ou em quarto, contanto que esteja no G-4.

É compreensível em decorrência das eliminações dramáticas das quais o tricolor obteve nas últimas edições da terceirona. E grande parte da torcida acredita que é até melhor que o jogo do acesso seja fora de casa, por que joga a pressão para o time anfitrião. Será mesmo?
Isso me preocupou, visto que a torcida tricolor sempre é vista como apaixonada, mas exigente e põe exigência nisso. Neste momento o que vale é o acesso, o fato de jogar bem ou não a torcida protesta depois na série B.

O Fortaleza encontra-se na segunda colocação no seu grupo na série C, mas o fato desse receio por parte da torcida não pode ser confundido com conformismo pela suposta capacidade de se garantir no G-4. 

A grandeza do Fortaleza está em ser vibrante e forte, e tem que provar isso nas quatro linhas. Os jogadores precisam ter sangue no olho, personalidade e saber que eles jogam não por uma torcida, mas por uma legião de tricolores. Sem essa de conquistar o acesso empurrando com a barriga, mas com autoridade, rugindo dentro de campo, como tem que ser, ora pois!
 

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