Se é de futebol que vou falar,
então vamos lá. Tenho de colocar a cara para bater e me proponho a discorrer
sobre os clubes Alencarinos que nos representam nos campeonatos nacionais. Amo Futebol, sou louco por esportes como um
poema terminado na primeira conjugação. Portanto, Ceará e Fortaleza são os
times em questão.
CEARÁ
CEARÁ
O Alvinegro da bandeira
desfraldada tem um compromisso com a eficiência nessa outra volta das 19
rodadas da Série B. Dá a impressão que o time está tomando jeito, tendo um
perfil da qual se exige para jogar um campeonato difícil como a segundona nacional.
Vejo como grande trunfo a
capacidade de comando do técnico Marcelo Chamusca. Ele que teve insucessos no
clube rival, porém obteve um bom aproveitamento quando comandou o Fortaleza em
2014 e 2015 nas respectivas fases classificatórias quando terminou em primeiro
lugar com o tricolor. O problema é na hora da decisão, no mata-mata, deixou a
desejar.
O que deixo afirmado é que se
Chamusca tiver o aproveitamento que teve com Fortaleza antes da fase do
mata-mata, o alvinegro tem tudo para chegar onde quer. Claro que entre a segunda
e terceira divisão há diferenças principalmente na questão da dificuldade,
contudo elenco mais qualificado e “cascudo” o técnico do Ceará possui.
Além dessa previsão, é de se notar
uma organização tática mais eficiente no Ceará, creio que seus torcedores sabem
que time vai a campo e confiam em jogadores que vem correspondendo como Pio,
Lima, Arthur que demostrou personalidade ao afirmar que nunca jogaria no
Fortaleza. Quando o menino tocar na bola prepara a euforia da torcida.
Aguardemos e confiemos no que o
Alvinegro pode fazer no returno da série B. Capacidade para conquistar o acesso
tem, que se coloque isso dentro de campo.
FORTALEZA
O Tricolor do Pici que não me leve
a mal, mas nesse ano, a torcida quer um feliz final. Recentemente, tive uma
conversa com o torcedor assíduo do Fortaleza sobre a situação do time. Numa opinião
categórica e um semblante desconfiado ele me afirmou que se preocupa com o fato
de o time não estar jogando bem, mas para ele o que importa é a classificação.
Em primeiro ou em quarto, contanto que esteja no G-4.
É compreensível em decorrência das
eliminações dramáticas das quais o tricolor obteve nas últimas edições da
terceirona. E grande parte da torcida acredita que é até melhor que o jogo do
acesso seja fora de casa, por que joga a pressão para o time anfitrião. Será
mesmo?
Isso me preocupou, visto que a
torcida tricolor sempre é vista como apaixonada, mas exigente e põe exigência nisso.
Neste momento o que vale é o acesso, o fato de jogar bem ou não a torcida
protesta depois na série B.
O Fortaleza encontra-se na
segunda colocação no seu grupo na série C, mas o fato desse receio por parte da
torcida não pode ser confundido com conformismo pela suposta capacidade de se
garantir no G-4.
A grandeza do Fortaleza está em ser vibrante e forte, e tem
que provar isso nas quatro linhas. Os jogadores precisam ter sangue no olho,
personalidade e saber que eles jogam não por uma torcida, mas por uma legião de
tricolores. Sem essa de conquistar o acesso empurrando com a barriga, mas com
autoridade, rugindo dentro de campo, como tem que ser, ora pois!
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